fos-socialistische
solidariteit é a organização Norte-Sul do movimento socialista na Flandres. Os
nossos parceiros do Sul são organizações de pessoas que lutam pelos seus
direitos, por um trabalho digno e direito à saúde. E nós os apoiamos nisso,
junto com a nossa retaguarda na Flandres. Porque a luta social é uma luta do
mundo inteiro!
Quem somos?
fos-socialistische
solidariteit
é a organização Norte-Sul do movimento socialista na Flandres. A solidariedade
internacional não é, para nós, apenas um slogan sem conteúdo. É uma condição
para fazer deste mundo um mundo mais justo.
Para
nós, isto significa uma partilha mais justa dos meios. Não só entre os países
ricos e pobres, mas também dentro de cada país. Desta maneira, a economia deve
inclinar-se para as necessidades da população. E não o contrário. Isto significa
que os direitos humanos universais devem ser respeitados, bem como os direitos
das mulheres, e os direitos do trabalho.
Mas
tudo isto não surge assim do nada. Daí a grande importância das organizações de
membros e dos movimentos sociais. Elas coordenam os interesses do seu grupo,
deixam ouvir a sua voz na hora de tomar decisões. Assim, adquirem o poder, um
contrapoder, para exigir esses interesses e para serem ouvidos. É por isso
que apoiamos e ajudamos organizações e movimentos no Sul no seu
desenvolvimento.
Um
mundo globalizado tem direito a um contrapoder global. Reunindo organizações e
movimentos, tanto no Norte como no Sul, ajudamos a realizar este contrapoder.
Trabalhamos com os nossos parceiros em dois domínios: o direito ao trabalho
digno e o direito à saúde.
O direito ao trabalho digno
Grandes grupos de pessoas no Sul nunca tiveram a oportunidade de exercer um
trabalho digno. Muitas vezes, não há trabalho, e quando o há, este não é digno.
As zonas de comércio livre locais podem atrair investidores e trabalho, mas
unicamente trabalho não basta. O trabalho que há deve ser um trabalho digno.
Com empregos a tempo integral, e direitos de trabalho formais. Com a
possibilidade de concertação social, e com uma rede de segurança social em caso
de doença, velhice ou desemprego. Mesmo nos países ricos isso não é evidente. Há
a ameaça de transferir o serviço para países onde os salários são mais baixos,
exige-se mais flexibilidade: todos os dias ouve-se o mesmo, sob o pretexto da
guerra comercial com o Sul.
No
entanto, um trabalho mais digno no Sul não implica automaticamente que haverá
menos trabalho no Norte. Muito pelo contrário. Se os trabalhadores no Sul são
bem tratados e bem pagos, os motivos para a deslocalização no Norte desaparecem.
Devemos dar ao Sul a possibilidade não só de desenvolvimento económico, mas
também do desenvolvimento social. Por isso, apoiamos a luta sindical no
Sul.
O direito à saúde
A
saúde é, ao mesmo tempo, a condição para e o resultado de uma boa vida. No
entanto, em muitos países os cuidados de saúde são um privilégio para os
ricos. É difícil obter cuidados de saúde fundamentais, e muitas vezes estes
não dispõem do pessoal médico necessário, ou dos medicamentos necessários.
Muitas pessoas consideram a saúde como algo que lhes acontece. Tens boa saúde.
Ou não tens. No entanto, é possível cuidar da saúde. As doenças podem ser
evitadas, controladas ou tratadas. O mesmo é valido para acidentes e
deficiências. A saúde é um direito exigível. Os nosso parceiros defendem
a participação das populações na politica de saúde do governo e da comunidade.
Apoiamos também os sistemas solidários que eles estabelecem, tais como
mutualidades ou farmácias que fornecem remédios a preços acessíveis.
O que fazemos ?
O
direito à saúde e ao trabalho digno são dois pilares para uma existência humana,
quer viva na Bélgica, quer na Bolívia. É este o tema da luta social, que
lutamos junto com os nossos parceiros, em todo o mundo.
No Sul
Contribuímos para o reforço de organizações do Sul, tais como sindicatos,
organizações de camponeses, cooperativas, movimentos de mulheres, etc. São
organizações de pessoas provenientes das camadas mais pobres da população, que
lutam pelos seus direitos políticos, sociais e económicos, e influenciam a
política. Através de parcerias com organizações similares do movimento
socialista na Flandres, ajudamos na elaboração de um contrapoder
internacional.
Na Flandres
Trabalhamos junto com a ABVV, as mutualidades socialistas, o partido sp.a e
várias outras organizações, para que a solidariedade internacional se torne um
item mais prioritário na agenda, tanto para os membros como dentro das
organizações. Fazemos isso com a nossa campanha anual, com as nossas publicações
e com o nosso material educativo. Através de parcerias com organizações
similares no Sul, ajudamos a estabelecer um contrapoder internacional.
Colabore!
fos
no movimento Norte-Sul
fos
não está activo apenas no movimento socialista. O movimento Norte-Sul também
merece muito a nossa atenção. Por isso, desempenhamos um papel activo na
11.11.11, o organismo coordenador
do movimento Norte-Sul da Flandres. Assim, participamos da campanha ‘2015
– de tijd loopt!’, e apoiamos a revista mundial MO*. Através de várias
plataformas de concertação, também tentamos influenciar a política, em
colaboração com outras organizações. Alguns exemplos são a campanha Schone Kleren (‘roupa
limpa’), a Plataforma de
Acção Palestina, a
Coordenação Cuba, o grupo de trabalho Sensoa sida e
CIFCA.
fos
encontra-se no cruzamento entre o movimento socialista e o movimento Norte-Sul.
Tentamos actuar como um elo entre os dois movimentos, para assim realizar a
nossa missão. Do ponto de vista internacional, podemos contar com a Solidar. A Solidar
reúne várias ONG socialistas e social democratas activas na acção social, na
colaboração internacional, na ajuda humanitária e no trabalho de formação. Assim
como o fos na Flandres, a Solidar na Europa tem laços com
sindicatos, partidos e organizações humanitárias.
Junto
com mutualidades, académicos, centros de pesquisa e outras ONG, somos membro da
MASMUT, uma plataforma
de actores belgas que tem como objectivo reforçar a relevância e a eficácia do
seguro de doença a nível micro e das mutualidades.
História
A
solidariedade internacional não é um novo conceito para o movimento socialista
na Bélgica. Entre as duas grandes guerras, por exemplo, foram organizadas várias
actividades de solidariedade para as vítimas de Mussolini na Itália, e para a
Espanha republicana. Posteriormente, estas actividades foram obtendo um carácter
mais estrutural. Em Dezembro de 1947, foi fundada a Entraide Socialiste,
uma nova organização que inicialmente se preocupava sobretudo com o acolhimento
de refugiados políticos. A partir de 1960, a Entraide também começou a acolher
estudantes provenientes de países em vias de desenvolvimento. As Nações Unidas
baptizaram os anos sessenta de ‘década do desenvolvimento’. Um bom motivo para a
Entraide iniciar duas actividades: a ajuda de emergência e a cooperação
estrutural ao desenvolvimento.
Nos
anos setenta, o sucessor da Entraide, a Socialistische Solidariteit,
prosseguiu com o acolhimento de refugiados políticos (principalmente do Chile),
com a ajuda a estudantes e estagiários africanos, iniciando também um ‘Fundo
para a Cooperação ao Desenvolvimento’ (FOS), que daria apoio social e económico
a iniciativas do Sul. O FOS ajudou várias organizações, movimentos sociais e
autoridades de estados recém-independentes ou novos regimes, com uma ampla gama
de actividades. Uma das principais motivações foi a tradição da luta de
emancipação dos trabalhadores e dos sem posse.
Em
1986 surgiu o FOS na sua forma actual. A organização até então unitária,
Solidarité Socialiste-FCD / Socialistische Solidariteit – FOS, foi dividida, e
foi estabelecida a actual associação sem fins lucrativos.
191
landen ondertekenden een akkoord om tegen 2015 de
armoede in de wereld te halveren.
Voer samen met de Vlaamse Noord-Zuidbeweging actie
om de politici aan hun belofte te herinneren én de
lat hoger te leggen.
Armoede moet de wereld uit!